Dra. Débora Estevão

  • Médica otorrinolaringologista na Clínica de Otorrinolaringologia Leonardo Sá – desde 2016
  • Médica otorrinolaringologista no Hospital Quinta D’Or – Equipe Dr. Leonardo Rangel – desde 2016
  • Membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial
  • Sócia Titular da Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica
  • Membro associado da IAPO – Interamerican Association of Pediatric Otorhinolaryngology
  • Palestrante e participante de congressos e cursos, nacionais e internacionais, em Otorrinolaringologia
  • Médica otorrinolaringologista e sócia da Clínica Otolab – Otorrinolaringologia Pediátrica – 2004 – 2017
  • Professora Substituta do Serviço de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – 2007 – 2014
  • Médica colaboradora do Grupo de Rinologia e Cirurgia Endoscópica Nasossinusal do Hospital Universitário Pedro Ernesto – 2014 – 2015
  • Observership do Serviço de cirurgia endoscópica endonasal pelo -Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – HCFMUSP – 2007 – 2008
  • Título Especialista pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial – 2007
  • Residência Médica em Otorrinolaringologia no Hospital Universitário Pedro Ernesto – 2004 – 2007
  • Graduada pela Faculdade de Medicina de Vassouras/RJ (USS) – 1998 – 2003

Otorrinopediatria

A Otorrinopediatria ou Otorrinolaringologia Pediátrica é uma área do conhecimento médico que se preocupa com a pesquisa, a assistência e o ensino relacionados ao cuidado das crianças e adolescentes com problemas de ouvido, nariz, garganta, laringe, cabeça e pescoço.

 

Características do Otorrinolaringologista Pediátrico

Submeteu-se a um treinamento especial; está capacitado a realizar cirurgias otorrinolaringológicas mais freqüentes e aquelas específicas dos pacientes pediátricos; está capacitado a usar técnicas de entrevista e exame físico especialmente desenvolvidas para o atendimento a pacientes pediátricos; utiliza equipamento especialmente elaborado para o exame de pacientes pediátricos; trabalha em ambiente especialmente planejado para receber recém-nascidos e crianças.

Fonte: Academia Americana de Pediatria, 2000

Doenças

A otorrinolaringologia (ORL) é uma especialidade médica com características clínicas e cirúrgicas. Seu campo de atuação envolve as doenças do ouvido, do nariz e seios paranasais, faringe e laringe.

Ouvido

O que é cerume?

O cerume ou “cera de ouvido” é uma substância de consistência pastosa produzida por glândulas especializadas que se localizam no terço mais superficial do conduto auditivo.

Qual o aspecto normal do cerume?

Sua coloração varia do amarelo claro ao marrom escuro e sua consistência é geralmente pastosa, podendo estar mais endurecida em algumas pessoas ou situações.

O cerume tem alguma função?

Ele tem a função de proteção. Esta proteção se dá tanto pela barreira mecânica formada pelo cerume quanto por substâncias antissépticas nele contidas.

Quais são sintomas quando a cera se acumula?

O acúmulo de cera pode causar sintomas desagradáveis, como sensação de orelha tampada, diminuição da audição, dor e até tontura.

Como a cera se acumula no ouvido?

Os fatores predisponentes para tal acúmulo exagerado do cerume incluem o excesso de produção, a tortuosidade excessiva do conduto auditivo (que atrapalha a limpeza natural da cera), o uso de hastes de algodão (do tamanho exato do conduto auditivo, as hastes empurram a cera em direção à membrana timpânica logo na sua entrada no ouvido) e exposição à água do mar ou piscina.

O que fazer quando o excesso de cera estiver incomodando?

A retirada da rolha de cerume deve ser feita com o uso de instrumentos adequados, por aspiração, com cureta ou através da lavagem de ouvido. Tais procedimentos devem ser realizados por seu otorrinolaringologista, que escolherá a forma mais adequada de remoção para o seu caso e para que não haja riscos.

Existe alguma prevenção para o seu acúmulo?

Você deve evitar o uso de cotonete ou outros objetos, dando preferência por secar os ouvidos com a pontinha da toalha após o banho. Mas, se a produção de cera for excessiva ou seu ouvido muito tortuoso ou seu conduto estreito, não há prevenção disponível e você deve procurar seu otorrinolaringologista de tempos em tempos para uma nova limpeza.

O que é barotrauma?

Um barotrauma é uma manifestação patológica ligada a variações de pressão no interior do corpo. Pode ser causado, por exemplo, por um vôo de avião ou por problemas durante um mergulho.

Por que acontece o barotrauma?

  • Pela diferença de pressão + velocidade da variação
  • Pela capacidade individual de adaptação

Sintomas

  • Desconforto moderado ou dor
  • Sensação de pressão ou ouvido entupido (plenitude)
  • Discreta diminuição da audição
  • Zumbido
  • Tontura

Fatores de Risco

  • Resfriado ou gripe
  • Sinusite
  • Rinite
  • Crianças – são mais susceptíveis por causa da anatomia da tuba auditiva
  • Mergulhadores
  • Alpinistas

Complicações

  • Perfuração da membrana timpânica
  • Infecção do ouvido (otite média)
  • Diminuição da audição

Cuidados no avião para evitar o Barotrauma dos Ouvidos

  • Beba água/ líquidos durante subida e descida do avião
  • Mascar chicletes ou balas durante o vôo
  • Evite dormir durante a descida
  • Em crianças: estimule ingestão de líquidos durante subida e descida.
  • Tome sua medicação para rinite alérgica
  • Manobras de abertura da tuba durante a decolagem e o pouso
  • Evite viajar se estiver com infecção da via aérea superior

 

Procure seu otorrinolaringologista para orientação, prevenção e tratamento.

A criança precisa ouvir para aprender a falar. Esteja atenta! Veja se seu filho:

0 – 3 meses

  • Assusta-se com sons altos
  • Acalma-se com voz da mamãe
  • Emite sons – choraminga, dão gritinhos agudos, risadinhas

3 – 6 meses

  • Vira os olhos e a cabeça em direção a fonte sonora
  • Acalma-se com a voz da mãe

6 – 9 meses

  • Reage quando chamado pelo nome
  • Imita sons da fala e outros como tosse, da língua e do lábio
  • Brinca com os sons repetindo sequências como “lalala”, “papa”

9 – 12 meses

  • Vira a cabeça em direção a sons altos e baixos
  • Balbucia em resposta a nossa voz
  • Começa a falar 2 ou 3 palavras
  • Entrega o brinquedo se você pedir
  • Entende “não”, “tchau” e outras palavras comuns

12 – 18 meses

  • Identifica partes do corpo, pessoas e brinquedos
  • Localiza sons vindos de todas as direções
  • Pede o que deseja, tentando falar o nome do objeto
  • Tenta montar uma frase com poucas palavras, mas que se faz entender
  • Usa gestos juntamente com as palavras

18 – 24 meses

  • Obedece a ordens simples
  • Fala frases de 2 palavras
  • Tem vocabulário de 20 ou mais palavras

24 – 30 meses

  • Refere-se a si mesmo pelo nome
  • Consegue montar frases com metade das palavras corretas
  • Tem vocabulário de 50 ou mais palavras, formando frases de 2 ou 3 palavras
  • Responde “sim” ou “não”

30 – 36 meses

  • Forma sentenças longas mesmo que com palavras mal pronunciadas
  • Faz perguntas

O paciente com otite média serosa apresenta secreção acumulada atrás do tímpano, porém não tem dor de ouvido nem febre.

Esta otite também pode ser chamada de otite média crônica com efusão, otite média catarral ou otite média mucóide, e acomete principalmente crianças.

Existem fatores que predispõem ao surgimento deste tipo de otite, tais como: adenoide, rinite alérgica, sinusite crônica, refluxo gastro-esofágico e fumo passivo.

Geralmente a criança apresenta sensação de ouvido tampado e perda auditiva flutuante, sem dor. O Otorrinolaringologista então realizará o diagnóstico da otite média serosa através do exame do ouvido (otoscopia) e da avaliação auditiva (Audiometria e Impedanciometria).

Seu tratamento é muito variável, dependendo dos fatores associados em cada caso. Na maioria dos pacientes ocorre resolução espontânea, sem medicações ou cirurgias, em até 3 meses.

E nos casos em que não há melhora com o tratamento clínico indica-se cirurgia de adenoides e incisão do tímpano, que pode ser acompanhada ou não de colocação de tubo de ventilação (carretel).

-OTITE EXTERNA

O que é?

  • Inflamação da pele pelo canal auditivo externo.
  • Também é chamada de “otite do nadador”.

Sintomas

  • O paciente pode apresentar dor, secreção e inchaço do conduto auditivo que piora com a mastigação.

Prevenção

  • A cera protege o ouvido contra inflamações, por isso, limpe apenas a parte de fora da orelha. O uso de cotonete ou outro instrumento pode traumatizar e abrir caminho para inflamação.
  • Não se esqueça de dar o medicamento conforme a prescrição do seu médico.
  • Não pare o tratamento mesmo depois de os sintomas desaparecerem.

 

OTITE MÉDIA

O que é?

  • Inflamação da orelha média (área onde fica o tímpano).
  • É uma das doenças mais comuns na infância.
  • Em muitos casos, ocorre após ou durante o curso de resfriados, gripes, sinusites

Sintomas

  • O paciente apresenta dor de ouvido, de cabeça, febre, falta de apetite, irritabilidade e até vômitos e diarréia.

Prevenção

  • Lactantes não devem mamar totalmente deitados. Com uma ligeira inclinação evita-se o refluxo do leite pelo canal que liga o ouvido ao nariz (tuba auditiva).
  • Tratamento das alergias respiratórias.
  • Lavagem nasal adequada durante resfriados e crises alérgicas.
  • Evitar tabagismo passivo.
  • Afastar a criança da creche nos casos de otite de repetição.

 

Procure seu Otorrinolaringologista para diagnóstico correto, tratamento, prevenção e orientação.

É um programa de avaliação da audição em recém nascidos para diagnóstico precoce de perda auditiva. A incidência de perda auditiva na população geral é de 1 a 2 por 1000 nascidos vivos.

A Técnica utilizada é a de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAs). As emissões otoacústicas estarão presentes se a estrutura das orelhas externa, média e as células ciliadas externas da cóclea estiverem funcionando adequadamente. Programa de triagem auditiva foi criado para testar todos os bebês. Todos os bebês podem e devem ter sua audição testada antes de saírem do hospital, ou nos primeiros 3 meses de vida.

Como funciona o teste?

Teste da Orelhinha é realizado com o bebê dormindo, em sono natural, é indolor e não machuca! Não precisa de picadas ou do sangue do bebê, não tem contra-indicações e dura em torno de 5 minutos. Um pequeno fone é colocado no ouvido do bebê. O aparelho emite um som fraco. O ruído “viaja” pelo ouvido interno (cóclea). Ao detectar o sinal, os cílios se movimentam e emitem uma resposta, que é registrada pelo equipamento. Se houver problemas na audição, os cílios não se mexem e o aparelho nada registra.

O teste é obrigatório por lei?

Sim. Desde o dia 2 de agosto de 2010 o exame é obrigatório e gratuito.

Por que esse teste deve ser feito?

É importante encontrar uma perda auditiva o mais cedo possível, porque os bebês começam a aprender a usar o som assim que eles nascem. Os bebês aprendem a falar ouvindo o que suas famílias falam em torno deles. Um bebê com perda de audição, sem que ninguém saiba disso, pode atrasar o desenvolvimento da fala e linguagem. Esses atrasos podem levar a problemas na escola mais tarde. Encontrar perda auditiva precoce pode ajudar a evitar atrasos na fala e na aprendizagem.

O que eu faço se meu bebê não passou no teste? Será que ele é surdo?

Se seu bebê não passar na triagem auditiva neonatal, fale com seu médico. Quando um bebê falha na triagem auditiva neonatal, não significa que ele tem uma perda auditiva. Algumas razões podem influenciar no resultado do teste:

  • Vérnix no canal do ouvido
  • Fluido no ouvido médio
  • Movimento e / ou chorar durante o teste

É muito importante levar seu bebê para acompanhamento e reavaliação. Esta é a melhor maneira de ter certeza sobre a audição do seu bebê.

Nariz

O que é o septo nasal?

O septo nasal é a parede que divide a cavidade nasal em duas metades – direita e esquerda. É composto de cartilagem e osso e recoberto por uma membrana mucosa. O septo nasal ideal deve ser reto e na linha média, separando o lado esquerdo e direito do nariz em passagens de tamanho igual.

Como acontece o desvio de septo?

Um septo desviado pode ser resultado de crescimento anormal ou trauma. Isto pode parcialmente ou completamente fechar uma ou ambas as narinas.

Quais os sintomas do desvio de septo?

A maioria dos pacientes apresenta o septo nasal fora do centro, uma condição que geralmente não é notada e não causa sintomas.

  • Obstrução nasal
  • Hemorragias nasais
  • Sinusites
  • Às vezes, dor facial e gotejamento pós-nasal
  • Respiração ruidosa durante o sono (em lactentes e crianças jovens)

Quando está indicada a cirurgia para correção do desvio de septo?

Para os pacientes com queixa de obstrução nasal e desvio de septo que não melhoram com o tratamento clínico.

Eu tenho desvio de septo. Preciso operar meu nariz?

Nem todos os pacientes são candidatos à cirurgia. O otorrinolaringologista precisa relacionar os seus sintomas com o desvio de septo.

Como é realizada a Septoplastia?

A cirurgia é realizada por dentro do nariz. A mucosa que recobre o septo nasal é incisada e afastada para localizar o desvio – na parte cartilaginosa e/ou óssea. A porção do septo que está desviada é removida com pinças adequadas. Após a remoção do desvio, a mucosa é reposicionada e suturada na parte interna com fios que são absorvidos pelo organismo e não precisam ser retirados.

A Septoplastia pode ser realizada, caso haja indicação, com a cirurgia para sinusite e dos cornetos.

Como será o pós-operatório?

Dor: na maioria dos casos o paciente não sente dor.

Sangramento: pequenos episódios de sangramento pelo nariz podem acontecer e são controlados com a cabeceira elevada do leito, compressas frias na face e manutenção do quarto do paciente frio.

Nariz entupido: ocasionado pelo edema da cirurgia e acúmulo de pequenos coágulos.

Após a cirurgia, é essencial a adequada limpeza do nariz!

Os cornetos ou conchas inferiores são projeções ósseas alongadas e revestidas de mucosa que ficam na parede lateral da cavidade nasal. Têm a função de umidificar e remover impurezas do ar que inspiramos. Conseguem regular o fluxo aéreo “murchando” ou “inchando” sua mucosa, e com isso diminuindo ou aumentando o espaço dentro da fossa nasal. O “inchaço” ou edema da mucosa dos cornetos inferiores aumenta (hipertrofia) seu tamanho. Na maioria das vezes essa hipertrofia acontece por inflamação crônica da mucosa nasal desencadeada por processos alérgicos, irritantes nasais, medicamentos, alterações hormonais e sinusites.

Principais sintomas causados pela hipertrofia de cornetos:

  • Obstrução nasal crônica
  • Secreção nasal abundante
  • Retenção de secreções nasais
  • Ronco
  • Boca Seca
  • Sensação de secreção posterior
  • Pigarro

Em alguns casos um tratamento clínico pode fazer com que os cornetos regridam para seu tamanho normal, mas outras vezes essa hipertrofia é irreversível só com medicamentos, sendo necessária a redução cirúrgica do tamanho do corneto. Essa cirurgia é chamada de turbinectomia. A turbinectomia é feita por dentro do nariz e atualmente usamos endoscópios para uma melhor visualização permitindo na maioria dos casos que o paciente saia sem tampão nasal da cirurgia.

O que é epistaxe?

É o nome dado a qualquer tipo de perda de sangue pelo nariz, freqüentemente pelas narinas, ou através do nariz pela boca.

Existem dois tipos de epistaxe:

  1. Anterior (90% casos aproximadamente), ou seja, mais próxima da parte externa do nariz;
  2. Posterior (10% casos aproximadamente), ou seja, mais no interior: menos comum, mas com efeitos mais graves.

Por que acontece o sangramento?

Ele acontece quando os vasos (veias ou artérias), que passam pela mucosa do nariz se rompem.

  • Inflamações da mucosa nasal como nas rinites e sinusites
  • Deformidade anatômicas como desvio de septo
  • Infecções
  • Nariz Seco / Frio
  • Trauma ou Fratura Nasal
  • Assoar o nariz vigorosamente
  • Hipertensão Arterial
  • Gestação
  • Alcoolismo
  • Alguns medicamentos: aspirina, anticoagulantes
  • Tumores nasais
  • Doenças como: Anemia aplásica, Leucemia, baixa contagem de plaquetas (trombocitopenia), doenças do fígado, distúrbios sanguíneos hereditários (hemofilia), Telangiectasia hemorrágica hereditária (doença de Rendu-Osler-Weber)

O que eu devo fazer?

Se você apresenta episódios frequentes de epistaxe, vale a pena procurar o seu otorrinolaringologista antes mesmo de novo evento para descobrir a causa, esclarecer todas as dúvidas e iniciar o tratamento.

Se estiver apresentando um sangramento neste momento:

A maioria dos sangramentos nasais é autolimitada e não requer tratamento médico.

  • Sente-se com a cabeça levemente abaixada e inclinada para frente;
  • Aperte ambas as narinas usando o polegar e o indicador, fazendo pressão suficiente com um movimento de pinça para comprimir suavemente o septo nasal (estrutura que divide as fossas nasais);
  • Mantenha a compressão durante 10 minutos respirando pela boca;
  • Simultaneamente, coloque compressas geladas na região do nariz;
  • Não assoe o nariz, não carregue peso ou realize atividades físicas intensas;
  • Não coloque algodões ou gazes dentro do nariz.

Hemorragias refratárias à compressão eu duram mais de 15 minutos e/ou volume muito grande, requerem assistência médica!

Procure seu otorrinolaringologista para que ele possa avaliá-lo, fazer o diagnóstico correto e tratamento adequado para o seu caso.

A obstrução nasal ou o “nariz entupido” é uma das queixas mais comuns no consultório do otorrinolaringologista. Enquanto ela pode ser apenas um incômodo passageiro para alguns, para outros pode ser um grande desconforto, com piora da qualidade de vida, alteração do sono e impacto no trabalho.

A maioria das pessoas não considera o nariz um órgão vital. Entretanto, basta que estejamos gripados ou com uma obstrução nasal para que comecemos a entender um pouco da sua importância.

Porque seu nariz é tão importante?

O nariz é responsável pelo preparo do ar que respiramos. Ele é a primeira barreira, a “porta de entrada” da nossa respiração. Em um adulto, passa pelo nariz, cerca de 18 a 20 mil litros de ar por dia.

Quando apresentamos qualquer doença que impeça ou dificulte a passagem de ar pelo nariz passamos a utilizar a boca para respirar. Contudo, nesse trajeto pela boca, o ar não sofre o tratamento adequado para atingir os pulmões, o que pode causar algumas doenças, além de favorecer alterações na arcada dentária e ossos da face, principalmente em crianças.

As principais funções nasais são:

  • Respiração – o nariz realiza as alterações na resistência ao fluxo aéreo;
  • Filtrar o ar, retendo partículas muito pequenas como poeira e demais partículas com uma eficiência de quase 100%;
  • Umedecer o ar, tornando-o mais adequado a passagem pela laringe, traqueia e pulmões;
  • Aquecer (ou esfriar) o ar, colocando-o na temperatura corporal antes da chegada no pulmão;
  • Olfação;
  • Fonação – auxilia na modulação da voz emitida.

Considerando todos esses fatores fica mais fácil entender como a adequada função nasal é fundamental para uma boa saúde. Faça esse favor ao seu pulmão, cuide do seu nariz…

Como existe uma estreita relação entre a função nasal e pulmonar, tratar os problemas do nariz ajuda a evitar e melhorar problemas pulmonares, como a bronquite e a asma.

Dicas para melhora sua respiração nasal:

  • Ressecamento nasal: use soluções salinas para lavagem nasal;
  • Não faça uso de gotas descongestionantes. Existem diversas marcas nas farmácias, porém seu uso pode levar à “dependência”, chamada de rinite medicamentosa, apenas com uso contínuo por mais de 4 dias, além do possível agravamento do problema inicial. Os vasoconstrictores podem desencadear ou agravar problemas cardíacos e de pressão alta;
  • Quando passar muito tempo em ambientes refrigerados, atente para o fato que eles tendem a ser mais secos (além de frios). Neste caso, o uso das soluções salinas auxilia na prevenção de infecções e inflamações nasais.

Possíveis causas que podem atrapalhar a boa função nasal:

  • Desvio do septo nasal
  • Rinite alérgica
  • Rinossinusites agudas e crônicas
  • Polipose nasossinusal
  • Hipertrofia de adenóides
  • Tumores nasais

A Polipose Nasal é uma doença inflamatória crônica da mucosa nasal que acomete homens e mulheres, geralmente a partir dos 30 anos. É rara em crianças e adolescentes. O mecanismo que desencadeia a formação da Polipose nasal ainda não é bem esclarecido, possivelmente é multifatorial (associação entre presença de microrganismos como fungos e bactérias e reposta imune alterada do paciente). É associada a várias doenças sistêmicas como, por exemplo, asma e intolerância a aspirina.

Não existe um tratamento que garanta a cura da doença. O tratamento clínico é feito principalmente com sprays nasais e visa o controle do crescimento dos pólipos. Em pacientes que não respondem adequadamente ao tratamento clínico está indicada a remoção cirúrgica dos pólipos nos casos de obstrução nasal e infecções de repetição. Cada paciente tem uma resposta diferente ao tratamento, em algumas pessoas a Polipose pode ser altamente recidivante e em outras pode demorar anos e até nunca mais recidivar.

Resfriados Gripes Rinites
Agentes Rhinovirus Coronavirus Vírus Influenza Irritantes Nasais e Alérgenos
Dor no Corpo / Fraqueza Leve Intensa Ausente
Febre Raramente Frequentemente Ausente
Dor de Cabeça Raramente Frequentemente Pode ocorrer
Dor de Garganta Comum Pode ocorrer Pode ocorrer
Secreção Nasal / Coriza Comum Pode ocorrer Comum
Congestão Nasal Comum Pode ocorrer Comum
Duração 5 a 7 dias Até 15 dias Semanas, se não for tratada
Complicações Sinusite Otite Bronquite Podem ser graves. Pneumonia / Sinusite / Otite Sinusite / Piora da Asma
Prevenção Lavar as mãos. Evitar pessoas resfriadas Lavar as mãos. Evitar pessoas resfriadas. Higiene ambiental. Evitar irritantes nasais e alergenos como: pó, pólen, cigarro, etc.

Rinite é uma inflamação da mucosa nasal que provoca como sintomas espirros, prurido, secreção nasal, congestão e obstrução. Esta inflamação acontece por diversos mecanismos, por isso temos diferentes tipos de rinite. Uma mesma pessoa pode apresentar um ou mais tipos sendo comum confundi-los.

Tipos de Rinite:

Rinite Alérgica

São muito comuns. Pessoas alérgicas têm crises de rinite quando expostas aos alérgenos. Quando necessário pode ser confirmada pelos testes de alergia (RAST).

Rinite Irritativa

Desencadeada por irritantes nasais, por exemplo, pó, cigarro, poluição, odores fortes.

Rinite Medicamentosa

Diversos anti-hipertensivos, aspirina, anti-inflamatórios, contraceptivos orais, desencadeiam a rinite.

Rinite Vasomotora

Relacionada com mudanças de temperatura e variações climáticas. É característico o nariz escorrer muito neste tipo de rinite.

Rinite da Gestante

Acontece em um terço das mulheres grávidas por aumento do estrógeno. Inicia-se no final do primeiro trimestre e desaparece depois do parto.

Rinite do Idoso

Com o processo de envelhecimento podemos encontrar uma atrofia da mucosa levando ressecamento do nariz e formação de crostas secas que se fixam à mucosa, obstruindo a cavidade nasal. Pode causar halitose (Rinite atrófica).

Rinite Gustativa

Relacionada com alimentos condimentados e com a diferença de temperatura dos alimentos.

Rinite do Esportista

Geralmente aparece 1h após prática de exercícios.

Rinite Infecciosa

Podem ser causadas por vírus (resfriados e gripes) ou bactérias. É muito comum os sintomas de rinite piorarem no inverno quando o ar está mais frio, seco e poluído. Não existe cura, o tratamento é baseado em: higiene ambiental para evitar as crises, medicamentos orais e sprays nasais. O objetivo é minimizar as crises para que elas sejam de curta duração e intensidade e pouco frequentes.

O que é sinusite?

Sinusite (rinossinusite) é um processo inflamatório que acomete a mucosa nasossinusal, ou seja, narinas e seios da face.

Por que operar?

Pacientes com sinusite crônica (com ou sem polipose) que apresentam obstrução nasal, associada ou não a diminuição do olfato, presença de catarro no nariz ou escorrendo pela garganta, que não melhoraram com tratamento clínico. Nos casos de sinusite aguda complicada e grave.

O que esperar da cirurgia?

O objetivo da cirurgia é a drenagem dos seios da face através da remoção do bloqueio e drenagem do muco, através:

  • Retirada de tecido infectado, inchado, ou danificado;
  • Realizando uma abertura mais larga para a drenagem do catarro dos seios.

Como será a cirurgia da sinusite?

A cirurgia da sinusite – Cirurgia Endoscópica Nasossinusal – é realizada com o auxílio de endoscópios (ópticas), câmera e fonte de luz, tudo isso conectado a um monitor (televisão) possibilitando visualização dos detalhes importantes da anatomia durante a cirurgia. A cirurgia endoscópica é menos agressiva e tem uma menor taxa de complicações.

O endoscópio é inserido através do nariz e instrumental adequado é utilizado para remover pequenas quantidades de osso ou mucosa que bloqueiam as aberturas dos seios ou para remover tecidos (pólipos).

O que esperar depois da cirurgia?

  • Congestão nasal, pequena quantidade de secreção clara e com sangue;
  • Formação de crostas;
  • Cabeceira elevada dois a três dias após cirurgia.

Como acelerar sua recuperação?

O pós-operatório é tão importante quanto à própria cirurgia e a participação do paciente é muito importante!

  • Lavagem nasal com solução salina é essencial para evitar o acúmulo de crostas e secreção e deve ser realizada conforme orientação;
  • Durante as primeiras semanas, deverá retornar ao consultório para ser examinado com um endoscópio;
  • Evitar assoar o nariz;
  • Evitar exercícios físicos ou esportes de contato por três a quatro semanas para prevenir o sangramento.

A Gripe é uma das doenças respiratórias que mais acometem o homem. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima entre 10% a 20% da população mundial tenha pelo menos uma gripe ano. A maior incidência é em crianças. Adultos jovens apresentam quadros gripais com o dobro da frequência das pessoas acima de sessenta anos, mas nestes as complicações são mais comuns.

O vírus Influenza (Myxovirus influenzae) infecta as vias aéreas superiores causando a Gripe. Sua transmissão acontece através do ar. Este vírus possui a capacidade de mudar constantemente suas características, o que possibilita que um mesmo indivíduo tenha vários episódios de gripe durante a vida. Por essa razão, a preparação de uma vacina antigripal precisa ser reformulada anualmente a partir das características dos vírus que estão circulando no mundo todo naquele momento.

Apesar de ser uma doença benigna, a gripe pode ser potencialmente grave quando evolui com complicações. Estas complicações podem ocorrer em função do próprio vírus influenza ou de infecções bacterianas secundárias.

Uma das principais e mais frequentes complicações é a Pneumonia. Além dela, também temos: otite média aguda, sinusite, laringite, complicações do sistema nervoso central e Síndrome de Reye.

A vacinação não só protege como reduz o risco dessas complicações.

A vacina da gripe é fabricada com vírus atenuados (mortos). Partículas do vírus Influenza são semeadas em ovos de galinha e depois inativadas para impedir a transmissão acidental da doença. Geralmente aplica-se uma dose única da vacina. Podem ocorrer efeitos colaterais, como dor no local da aplicação ou febre. Reações adversas graves existem, mas são raras.

Quem deve tomar a vacina? Todos podem se prevenir principalmente:

  • Pessoas com 60 anos ou mais;
  • Imunocomprometidos (pacientes com câncer, leucemia, transplantados, AIDS, diabéticos);
  • Pacientes com doenças pulmonares crônicas.

Garganta

Aftas são feridas (úlceras) causadas pela erosão do tecido epitelial da boca expondo as partes mais profundas da mucosa oral (tecido conjuntivo e suas terminações nervosas), causando inflamação local e dor. Também são conhecidas como estomatites. Acometem 10 a 20% da população, mais frequentemente em crianças e adolescentes. Podem ser únicas ou múltiplas e de diversos tamanhos. Podem ocorrer em qualquer local da boca. Têm resolução espontânea em 7 a 15 dias. Pode ser uma manifestação comum a diversas doenças, causada por uma associação de fatores, como imunológicos e genéticos.

Fatores predisponentes:

  • Trauma local;
  • Uso de aparelhos ortodônticos;
  • Estado psicológico (Stress);
  • Ciclo menstrual;
  • Agentes biológicos (bactérias e vírus);
  • Hipersensibilidade alimentar (glúten, ácido ascórbico, cinamaldeído, corantes);
  • Deficiências nutricionais (ferro, ácido fólico, vitamina B12, zinco);
  • Tabagismo;
  • Doenças Sistêmicas (Neutropenia Clínica, Doença Celíaca, Retocolite Ulcerativa, Doença de Crohn, Síndrome de Reiter, AIDS, Doença de Behcet, etc).

O tratamento deve ser individualizado. Visa aliviar os sintomas, prevenir o aparecimento de novas aftas e diminuir a gravidade do surto.

As amígdalas são tecidos linfoides, localizadas na parte de trás e dos dois lados da garganta. Assim como a adenoide, as amígdalas funcionam como filtros para agentes infecciosos e ajudam o sistema imunológico a produzir anticorpos ficando expostas a muitos germes diferentes. A amigdalite aguda é uma das infecções de vias aéreas de maior frequência.

Sintomas:

  • Dor de garganta
  • Dificuldade para engolir (disfagia)
  • Diminuição do apetite
  • Febre dor de ouvido (otalgia reflexa)
  • Dor no corpo
  • Gânglios (ínguas) no pescoço
  • Dor de cabeça
  • Mau hálito
  • Dores musculares
  • Dor de barriga
  • Vômitos
  • Vermelhidão na garganta com ou sem pontos de pus

As amigdalites podem ser virais ou bacterianas. Nas virais os principais agentes causadores são os vírus influenzae A e B, parainfluenzae 1, 2 e 3, echovírus, paramyxovírus, adenovírus, vírus Epstein-Barr (mononucleose), Herpes vírus e coxsakie vírus. Estes pacientes apresentam em geral um quadro de infecção de vias aéreas superiores associado com congestão nasal, coriza e lacrimejamento.

As amigdalites agudas bacterianas têm como principais causadores o Streptococcus ß-hemolítico do grupo A, Haemophilus influenzae, Staphylococcus aureus e associação fuso-espiralar. Os sintomas são mais intensos que na infecção viral, os pacientes ficam mais toxemiados, com febre por um período mais duradouro e podem trazer complicações como abscessos, febre reumática, problemas nos rins, no coração e septicemia. O tratamento é com antibiótico, anti-inflamatórios e antitérmicos.

Amigdalites de repetição: A presença de maior número de infecções está ligada principalmente a piores condições socioeconômicas, como ocorre com a população pobre, que geralmente habita locais pequenos e com grande número de moradores, aliadas à presença de animais domésticos, à exposição passiva ao tabaco, e à falta de alimentação adequada das crianças, fazendo com que estes sejam os potenciais fatores de risco para o aparecimento desses quadros.

Nesses casos a bactéria tende a ser mais resistente aos antibióticos. Em alguns casos está indicado o tratamento cirúrgico (amigdalectomia).

Possíveis indicações cirúrgicas (devem ser analisadas individualmente):

  • Aumento unilateral das amígdalas
  • Ronco e Apneia
  • Sangramentos
  • Abscessos de amígdalas
  • Perda Auditiva
  • Amigdalites de repetição
  • Aumento exagerado das amígdalas
  • Mau hálito (Amigdalite Caseosa)
  • Febre Reumática

O som da nossa voz é produzido pela vibração das cordas vocais quando o ar que expelimos do pulmão passa entre elas. Este som é amplificado pelas cavidades de ressonância (que são a faringe, boca e nariz). Depois de amplificado, o som será articulado na cavidade oral, por meio dos lábios, bochechas, língua, palato e mandíbula.

O som emitido depende de vários fatores como sexo, idade, inervação, tônus muscular, qualidade da mucosa e ligamentos e aporte sanguíneo.

O nome mais correto para rouquidão é disfonia. A disfonia é um distúrbio de comunicação caracterizado pela dificuldade na emissão vocal, apresentando um impedimento na produção natural da voz. Esse impedimento pode estar relacionado com a altura, a intensidade e/ou a qualidade da voz. Pode ser ocasionada por uma disfunção orgânica, abuso vocal ou uso incorreto da voz, alterações psicoemocionais ou também por falta de higiene vocal. A ausência total da voz recebe o nome da afonia.

A disfonia é divida em:

  1. Disfonias funcionais
  2. Disfonias orgânico-funcionais
  3. Disfonias orgânicas

1. Disfonias funcionais

São aquelas que não apresentam nenhuma alteração visível nas pregas vocais, elas são decorrentes do mal uso ou do abuso da voz. Existem 3 fatores que podem vir a desencadear uma disfonia funcional:

  • Uso incorreto da voz: Ocorre em quem utiliza a voz intensamente durante todo dia, mas não toma nenhum cuidado especial
  • Inadaptações Vocais: Temos no corpo humano uma adaptação de várias estruturas para formar o aparelho fonador. Quando não existe uma boa adaptação destas estruturas à produção da fala, como por exemplo, alterações anatômicas, malformações da laringe, ocorre o que chamamos de Inadaptações Vocais.
  • Alterações Psicoemocionais: Emoções intensas como raiva, ansiedade e alegria, podem repercutir em nossa voz, provocando uma disfonia funcional.

2. Disfonias orgânico-funcionais

São, em geral, iniciadas com uma disfonia funcional mas tem seu diagnóstico tardio evoluindo com lesão secundária nas pregas vocais. Por exemplo, um nódulo vocal (“calo”).

O diagnóstico deve ser feito por um médico otorrinolaringologista e, após o exame físico podem ser necessários outros exames para avaliar as cordas vocais (laringoscopia, laringoestroboscopia).

Nos casos funcionais, o principal tratamento é com fonoterapia.

O paciente aprende como usar a fala de maneira mais equilibrada e adequada. Isso é conseguido pela realização de exercícios específicos, orientados por profissional capacitado, o fonoaudiólogo.

Nos casos de disfonia orgânica o tratamento pode ser fonoterapia e/ou cirurgia.

3. Disfonias orgânicas

São aquelas que apresentam uma alteração anatômica nas pregas vocais:

  • Nódulos
  • Pólipos
  • Paralisia das pregas vocais
  • Tumores e Papilomas
  • Cistos
  • Edema de Reinke (desencadeado pelo tabagismo e doença do refluxo)
  • Laringites

Dica de cuidados com a voz:

  • Hidrata-se: beba água diariamente, de preferência em temperatura ambiente;
  • Enquanto estiver falando beba alguns goles de água para umidificar a garganta;
  • Evite falar ou cantar competindo com ruídos sonoros do ambiente;
  • Evite bebidas alcoólicas;
  • Evite gritar, tossir ou pigarrear;
  • Não fume;
  • Durma bem;
  • Evite o ar condicionado. Se não for possível evitá-lo, procure sempre beber água, durante todo o tempo que estiver exposto a ele;
  • Evite o consumo de leite, chocolate e seus derivados antes de intensa atividade vocal, pois esses alimentos podem aumentar a secreção de muco;
  • Use roupas confortáveis que o seu vestuário não atrapalhe o fluxo respiratório;
  • Mantenha a cabeça ereta durante a fonação com os dois pés apoiados no chão, pois assim permite a passagem do ar sem dificuldades e o diafragma trabalha melhor.

Mais frequente em homens e em pessoas acima do peso ideal e geralmente tende a piorar com a idade. Situações como cansaço físico intenso e consumo de álcool ou medicamentos sedativos podem causar ou exacerbar um quadro de ronco. Fator de risco para hipertensão, além de contribuir na instalação e progressão de arritmias, infarto e “derrame” cerebral.

Sintomas:

  • Ronco
  • Sonolência excessiva
  • Diminuição da libido
  • Engasgos e sufocação
  • Cansaço ao acordar
  • Alteração de memória
  • Despertares frequentes
  • Dor de cabeça pela manhã
  • Dificuldade de concentração
  • Pesadelos Insônia
  • Irritabilidade

Diagnóstico: Seu médico realizará um exame físico e avaliará os seus sintomas. Além disso, poderá ser solicitada realização de um exame de sono no laboratório (Polissonografia).

Tratamento: Depende do grau do apneia do sono que é verificada pela polissonografia e de uma avaliação individual com um médico especialista.

Algumas opções são:

  1. Aparelho intraoral
  2. Cirurgia do Ronco
  3. Laser
  4. Radiofrequência
  5. CPAP

Como dormir melhor?

Higiene do sono:

  • Se você está acima do peso, emagreça;
  • Procurar respeitar os horários de dormir e ter uma quantidade satisfatória de sono;
  • Durma de lado: Dormindo de barriga para cima facilita que a língua caia na parte posterior da faringe e diminua ainda mais o fluxo aéreo. Tente colocar uma bola de tênis em um bolso nas costas de seu pijama para que se acostume a sempre dormir de lado;
  • Trate a obstrução nasal: Desvio septal ou alergias podem limitar o fluxo nasal;
  • Evite ou diminua o uso de álcool e sedativos. Evite bebidas alcoólicas pelo menos por 4 horas antes de dormir, eles causam excessivo relaxamento da musculatura favorecendo o ronco.

A Doença do Refluxo acontece pela inflamação do esôfago e/ou da laringe pela presença de partículas de pH ácido vindas estômago.

Sintomas do Refluxo:

  • Queimação e irritação na garganta
  • Rouquidão
  • Pigarro
  • Sensação de bola na garganta
  • Limpeza frequente da garganta
  • Sensação de secreção espessa ou corpo estranho na garganta
  • Dor de ouvido
  • Tosse crônica
  • Dificuldade para engolir

Fatores de Risco para o Refluxo:

  • Obesidade
  • Hérnia de hiato
  • Gravidez
  • Asma
  • Diabetes
  • Úlcera

Tratamento

1. Modificações do estilo de vida;

2. Caso seja necessário, seu médico poderá prescrever diversas medicações para controle dos sintomas;

Obs.: Tome a medicação prescrita por seu médico respeitando a dose e o tempo de tratamento! A melhora não é imediata!

Orientação para Refluxo

  • Para diminuir a pressão intra-abdominal perca peso e não use roupas e cintos apertados;
  • Não fique muito tempo em jejum;
  • Dieta fracionada: diminua a quantidade de alimentos em cada refeição e faça pequenos lanches (frutas, castanhas) nos intervalos;
  • Evite alimentos que facilitam o refluxo:
  • Frutas cítricas: Laranja, limão, abacaxi
  • Café, chá-preto, chá-mate, refrigerante, álcool
  • Frituras, alimentos gordurosos, chocolate
  • Cebola, alho, pimenta, pimentão, menta
  • Evite tomar muito líquido durante as refeições;
  • Certas medicações como sedativos, tranquilizantes, bloqueadores do canal de cálcio (anti-hipertensivo), alendronato (para osteoporose) e antinflamatórios podem piorar os sintomas;
  • Pare de fumar;
  • Espere no mínimo 2h para se deitar após as refeições;
  • Eleve a cabeceira da cama de 10 a 15cm com um calço. Travesseiros altos não resolvem. Existem travesseiros próprios anti refluxo.

Laringite é a inflamação da mucosa da laringe. O sintoma mais comum é a rouquidão, podendo também causar dor ao falar ou deglutir, tosse, estridor, dificuldade para respirar (dispneia).

Causas:

– Infecciosas: vírus, bactérias, fungos, doenças
– Doença do refluxo laringofaríngeo
– Granulomatose de Wegener
– Sarcoidose
– Amiloidose
– Angioedema
– Pênfigo
– Lupus
– Policondrite recidivante
– Traumas

O tratamento deve ser individualizado de acordo com cada diagnóstico.

Laringite ou Crupe Espasmódico:

Acomete crianças de 3 meses a 3 anos. Acontece um inchaço (edema) da mucosa. A razão para este edema súbito é desconhecida. Sugere-se que o crupe espasmódico represente uma reação alérgica. A criança acorda à noite com tosse, estridor e dificuldade respiratória de início súbito. Estes episódios podem ser isolados, ou repetirem-se por duas a três noites, sendo a criança geralmente assintomática durante o dia. Umidificação é útil para aliviar os sintomas. Não há presença de febre e, em geral, a criança melhora após ser acalmada e realizar nebulização. Pode ser necessário leva-la ao pronto-socorro para inalação com adrenalina.

Grande parte da população mundial tem ou teve mau hálito. A halitose pode tornar-se um problema desagradável que dificulta as relações pessoais.

Podemos ter mau hálito originado por doenças sistêmicas ou doenças da própria cavidade oral.

Fatores de Risco:

  • Pouca ingestão de líquido e jejum prolongado;
  • Boca seca;
  • Tabagismo;
  • Uso de enxaguatório bucal com álcool;
  • Respiração bucal, rinites, sinusites;
  • Medicamentos que causam boca seca;
  • Má higiene bucal / Tártaro;
  • Uso de aparelho ortodôntico ou prótese fixa;
  • Caseum amigdaliano: Massas esbranquiçadas e amolecidas de odor desagradável presentes na amígdala;

Doenças sistêmicas:

As causas extrabucais mais frequentes que dão halitose são as doenças da orofaringe, broncopulmonares, digestivas, doenças hepáticas, perturbações do sistema gastrointestinal, diabetes (odor de acetona), doenças renais (nefropatias), deficiência de vitamina A e D, stress.

Prevenção:

  • Escovação correta e após cada refeição;
  • Use de fio dental;
  • Limpeza da língua com limpador lingual ou escova de dente para remover a saburra. A saburra é um material viscoso, amarelado, que fica aderida ao dorso da língua, equivale a uma placa bacteriana lingual;
  • Alimentação rica em alimentos fibrosos como cenoura e maça. Eles auxiliam na limpeza da parte do dente que fica perto da gengiva;
  • Trate doenças periodontias e gengivites;
  • Beba de 2 a 3 litros de água por dia;
  • Evite jejum prolongado;
  • Estimule a produção de saliva de maneira fisiológica, com balas e gomas de mascar sem açúcar.

Funções da Saliva:

  • Lubrificação da mucosa, dentes e alimentos
  • Conter a desmineralização dos dentes
  • Atividade antimicrobiana
  • Digestão
  • Tamponamento ácido de secreções gástricas ou produzidas por bactérias
  • Hidratação/Proteção

Medicações que podem causar Xerostomia:

  • Anorexígenos (remédios para emagrecer)
  • Ansiolíticos
  • Antidepressivos
  • Antidiarreicos
  • Ante eméticos (para náuseas/vômito)
  • Anti-histamínicos (antialérgicos)
  • Anti-hipertensivos
  • Medicação para Parkinson
  • Antipsicóticos
  • Broncodilatadores (para asma/bronquite)
  • Descongestionantes
  • Diuréticos
  • Sedativos
  • Relaxantes musculares

Algumas doenças que podem causar alteração das glândulas salivares:

  • Distúrbios emocionais / Stress
  • Alterações da tireoide
  • Doenças virais (Citomegalovírus, hepatite)
  • Desnutrição
  • Dislipidemia (Colesterol / Triglicérides)
  • Diabetes
  • Doenças autoimunes
  • Doenças hepáticas

Estratégias de tratamento:

  • Fazer vários bochechos ao dia para umedecer a boca, hidratar a mucosa e limpar a cavidade oral.
  • Andar sempre com uma garrafa de água, porém evite beber grandes quantidades para não urinar demais;
  • Evitar bebidas que contenham açúcar, refrigerantes, sucos ácidos, e bebidas com cafeína (café e chá mate);
  • Cessar o tabagismo;
  • Utilizar saliva artificial principalmente em casos de severa disfunção salivar;
  • Utilizar diferentes produtos em horários diferentes do dia;
  • Não utilizar soluções que contenham álcool, preferir pH neutro e sabores amenos;
  • Realizar bochechos imediatamente após as refeições, particularmente se impossibilitados de escovar os dentes depois dessa refeição;
  • Utilizar um umidificador ou vaporizador ao lado da cama pode aliviar o ressecamento durante a noite;
  • Estimulação mastigatória ou gustatória com chicletes ou balas sem açúcar;
  • Visita odontológica periódica;
  • Além disso, algumas medicações específicas podem ser prescritas pelo seu médico para alívio.

Cirurgias

Cirurgia das Conchas Nasais (Cornetos)

O que são os cornetos?

São projeções ósseas alongadas e revestidas de mucosa que ficam na parede lateral da cavidade nasal.

Qual a função deles?

Têm a função de umidificar e remover impurezas do ar que inspiramos. Conseguem regular o fluxo aéreo “murchando” ou “inchando” sua mucosa, e com isso diminuindo ou aumentando o espaço dentro da fossa nasal. O “inchaço” ou edema da mucosa dos cornetos inferiores aumenta (hipertrofia) seu tamanho. Na maioria das vezes essa hipertrofia acontece por inflamação crônica da mucosa nasal desencadeada por processos alérgicos, irritantes nasais, medicamentos, alterações hormonais e sinusites.

Quais as causas do aumento dos cornetos nasais?

  • Obstrução nasal crônica
  • Secreção nasal (rinorréia)
  • Ronco
  • Boca Seca
  • Sensação de secreção posterior
  • Pigarro

Qual o tratamento?

Em alguns casos um tratamento clínico pode fazer com que os cornetos regridam para seu tamanho normal, mas outras vezes essa hipertrofia é irreversível só com medicamentos, sendo necessária a redução cirúrgica do tamanho do corneto.

O que é turbinectomia / turbinoplastia?

Essa cirurgia é chamada de turbinectomia. A turbinectomia é feita por dentro do nariz com o uso de endoscópios para uma melhor visualização permitindo que, na maioria dos casos, o paciente não precise de tampão nasal.

Cirurgia do Ronco

A Uvulopalatofaringoplatia é um procedimento cirúrgico que demora aproximadamente 2 horas e é feito sob anestesia geral no hospital. Os pacientes permanecem no hospital durante o dia para observação. Pode ser necessário passar a noite após a cirurgia se ocorrer sangramento excessivo, muita dor ou pouca ingestão de líquidos. A maioria dos pacientes precisa de 14 dias para se recuperar após a cirurgia.

Algumas recomendações devem ser seguidas:

Ingestão de líquidos e comidas: O mais importante para uma boa recuperação após a cirurgia é que o paciente tome muito líquido. Durante os primeiros 3 a 5 dias a ingestão deve ser exclusiva de líquidos e pastosos: sucos, refrigerantes, iogurte, pudim, sorvetes, vitaminas, farinha láctea com leite, alimentos batidos no liquidificador, sopas, purê, gelatina. Os alimentos devem ser consumidos frios ou temperatura ambiente. Após esse período, com a melhora da dor, a consistência dos alimentos pode aumentar progressivamente e se não houver dor, pode-se comer por exemplo: massas, feijão amassado, batata cozida, etc. Os alimentos duros e ásperos devem ser evitados por 10 dias.

Exercícios físicos: Deve-se evitar exercícios físicos por 30 dias após a cirurgias.

* Uma placa branca de cicatrização ocorre após a cirurgia no local onde estavam as amígdalas. Não é infecção.

Sangramento: Pode ocorrer após a cirurgia, pequenos filetes de sangue na saliva podem ser encontrados. Caso ocorram sangramentos em grandes quantidades que não cessam espontaneamente contate imediatamente o seu médico e retorne ao hospital em que foi operado.

Dor: Todos os pacientes que passam pelo procedimento se queixam de muita dor na garganta! Pode ocorrer dor no ouvido (dor reflexa), dor no pescoço ou na mandíbula. A dor mais intensa e começa a melhorar após 7 dias, com melhora total dentro de 14 a 20 dias. Faça uso dos analgésicos prescritos.

Cirurgia para Sinusite: Sinusotomia Endoscópica (por vídeo) do Nariz e dos Seios Paranasais

A sinusite crônica é uma doença bastante comum e que afeta um grade número de pessoas. As principais queixas que o paciente pode apresentar são:

  • a obstrução e congestão nasal
  • a diminuição do sentido do olfato
  • pressão facial
  • tosse
  • secreção no nariz

Para os casos em que não houve melhora com o tratamento clínico está recomendada a realização de cirurgia endoscópica funcional dos seios da face, cujo objetivo é devolver a ventilação adequada das cavidades do nariz e dos seios da face.

Local de realização:

Realizada em centro cirúrgico.

Tipo de anestesia:

Geral (sob os cuidados de médico anestesiologista).

Como é realizada:

Toda a cirurgia é realizada através da própria cavidade nasal do paciente com o auxílio de equipamento de video (endoscópios, fontes de luz, monitor e câmera de vídeo).

  • Incisão (corte): não há.
  • Pontos: desnecessários neste tipo de cirurgia.
  • Curativos: são colocados curativos para cicatrização no interior da cavidade nasal. Este curativos serão reabsorvidos ao longe de alguns dias ou aspirados pelo médico na primeira semana após a cirurgia. Em raros casos, pode ser necessário o uso de um tampão nasal para evitar sangramentos.
  • Alta hospitalar: em geral, no mesmo dia da cirurgia.

Cuidados e recuperação:

Dor: em geral a dor é pequena, podendo ter ardência e sensação de pressão logo após a cirurgia. A dor controlada com analgésicos comuns.
Obstrução nasal: nos primeiros dias ocorrerá inchaço do interior do nariz, fazendo com que ele fique um pouco entupido.

Cuidados locais: higiene nasal com solução fisiológica, evitar traumas no local.

Afastamento do trabalho: 7 a 10 dias, dependendo da recuperação de cada paciente.

Atividade física: após 4 semanas.

Cirurgias das Amígdalas (Amigdalectomia)

As amígdalas palatinas e as vegetações adenoideanas (ou adenoides) são estruturas que fazem parte do sistema imunológico e estão presentes em todas as pessoas. Em condições normais, estas estruturas deveriam produzir anticorpos para ajudar na defesa contra os germes causadores de doença, especialmente na primeira infância.

Por que operar?

Em alguns casos, as amígdalas e a adenoide tornam-se um foco de doenças, seja por seu crescimento exagerado, seja por se tornarem alvo comum de processos infecciosos causados por bactérias.

Quando a freqüência e a gravidade destes problemas respiratórios e infecciosos são muito elevados, pode haver a indicação da remoção cirúrgica das amígdalas e da adenoide, visando á melhoria da qualidade de vida da criança e do adolescente.

Além disto, a cirurgia tem como objetivo restaurar a adequada respiração nasal e, assim, evitar os danos causados pela respiração bucal, como as alterações faciais e dentárias e o baixo ganho de peso.

Quando operar?

Não existe idade ideal para a cirurgia e sim o momento ideal na vida da criança. Juntamente com o otorrinolaringologista serão avaliados a história de infecções de repetição e de respiração oral e o impacto desta sobre o estado geral do paciente.

A indicação de cirurgia só pode ser feita após uma rigorosa avaliação clínica, com ajuda de exames endoscópicos ou de imagem que comprovem o prejuízo causado por estas estruturas. Após pesar os prós e os contras do tratamento cirúrgico, a decisão é tomada em conjunto com a família.

“Mas doutor, hoje em dia ainda se tiram as amígdalas?”

As cirurgias de amígdalas ou adenoides são ainda hoje as mais realizadas no mundo, entre as cirurgias de todas as áreas da medicina. Há algum tempo, porém, procedeu-se um número exagerado destas cirurgias por motivos que hoje não se operam mais.

Atualmente, quando indicada corretamente, a adenoamigdalectomia traz uma grande melhora na vida dos paciente e de seus pais.

 

Cuidados no pós-operatório:

Ingestão de líquidos e comidas: O mais importante para uma boa recuperação após a cirurgia é que o paciente tome líquido e mantenha-se hidratado. Leites e derivados muito gordurosos devem ser evitados nas primeiras 24 h depois da cirurgia. Durante os primeiros 3 a 4 dias a ingestão deve ser exclusiva de líquidos e pastosos. Ofereça sucos, refrigerantes, iogurte, pudim, sorvetes, vitaminas, leite, alimentos batidos no liquidificador, sopas, purê, gelatina. Os alimentos devem ser consumidos frios ou temperatura ambiente. Após esse período, com a melhora da dor, a consistência dos alimentos pode aumentar progressivamente e se não houver dor, pode-se comer por exemplo massas, feijão amassado, batata cozida, etc. Os alimentos duros e ásperos devem ser evitados por 7 a 10 dias. Alguns pacientes podem ter náuseas e vômitos após a cirurgia nas primeiras 24 h.

Febre: Febre baixa pode ocorrer por alguns dias após a cirurgia. Entre em contato com seu médico se ocorrer febre superior a 38º C.

Exercícios físicos: Deve-se evitar exercícios físicos por 15 dias após a cirurgias.

* Uma placa branca de cicatrização ocorre após a cirurgia no local onde estavam as amígdalas. Não é uma infecção.

Sangramento: pode ocorrer após a cirurgia, pequenos filetes de sangue na saliva podem ser encontrados. Caso ocorram sangramentos em grandes quantidades que não cessam espontaneamente contate imediatamente o seu médico e retorne ao hospital em que foi operado.

Dor: quase a totalidade dos pacientes que passam pela amigdalectomia se queixam de dor na garganta! Adultos normalmente têm mais dores do que as crianças. Pode ocorrer dor no ouvido (dor reflexa), dor no pescoço ou na mandíbula

Colocação de Tubo de Ventilação (Carretel)

Consiste na colocação de um tubo de ventilação na membrana do tímpano, com o objetivo de proporcionar uma ventilação adequada do ouvido.

Existem vários modelos de tubos de ventilação, de materiais e formatos diferentes. A diferença básica entre eles é o tempo que permanecerão no ouvido do paciente.

O tubo de ventilação mais usado permanece em média 6 meses. Após este período, ele é “expulso” pelo ouvido para a região do conduto auditivo externo, quando é retirado pelo médico (em geral, no próprio consultório).

As principais situações em que está indicada a realização da colocação dos tubos de ventilação são:

  • Presença de “catarro” no ouvido que não melhora com o tratamento clínico;
  • Infecções recorrentes do ouvido (otite média aguda de repetição).

Local de realização:

Em centro cirúrgico ou no consultório médico.

Tipo de anestesia:

Em crianças: anestesia geral ou sedação (dependendo de fatores como idade do paciente, necessidade da realização de outros procedimentos ao mesmo tempo).

Em adultos: pode ser realizada sob anestesia local em consultório ou sob sedação.

Como é realizada:

A cirurgia é realizada através do próprio canal do ouvido (conduto auditivo externo).

Realizo a cirurgia utilizando um endoscópio com câmera, faço um pequeno orifício na membrana do tímpano e “encaixo” o tubo de ventilação neste espaço.

Cuidados e recuperação:

O cuidado mais importante é não deixar que água entre no ouvido enquanto o tubo permanecer na sua posição, pois este fato pode causar inflamação do ouvido com saída de secreção.

Por isso, é importante o cuidado durante os banhos e atividades aquáticas, nas quais deverá ser utilizado um tampão auricular confeccionado sob medida.

Correção de Desvio de Septo

A Septoplastia (correção do desvio de septo) e a Turbinectomia (diminuição do tamanho das conchas nasais) são realizadas em ambiente hospitalar, no centro cirúrgico, sob anestesia geral e demora cerca 2 horas. A cirurgia é realizada por via endonasal (por dentro do nariz) e sob visualização endoscópica, não permanecendo qualquer cicatriz na região externa do nariz. Você pode receber alta hospitalar no mesmo dia ou no dia seguinte. Frequentemente é realizado no mesmo tempo cirúrgico a Turbinectomia, que é a diminuição das conchas inferiores.

Pós-operatório: Praticamente não há dor no pós-operatório, só um desconforto e intensa sensação de congestão nasal. Pequenos sangramentos podem ocorrer nos primeiros dias.

Após a cirurgia ocorre formação de crostas (casquinhas de cicatrização dentro do nariz) que devem ser removidas através de lavagem nasal com soro fisiológico. O soro deve ser colocado em uma seringa de 20 ml sem agulha e a lavagem deve ser realizada 8 vezes ao dia com 40 ml em cada narina. Isso evitará acúmulo de crostas, mau cheiro, formação de aderências (sinéquias).

Evitar o calor: alimentos muito quentes, banhos prolongados e exposição ao sol por 15 dias.

Atividades físicas: são liberadas após 20 a 30 dias, dependendo da cicatrização.

Splint Nasal: são pequenas estruturas plástica, em geral, feitas de silicone, colocados durante a cirurgia, paralelamente ao septo, para ajudar na sua fixação e cicatrização. Não incomodam. Habitualmente ficam no nariz entre 5 a 10 dias, para depois serem retirados no consultório.

Orientações Pós-operatórias das Cirurgias Nasossinusais

O sucesso da cirurgia nasossinusal também depende do seguimento. Por favor, leia com atenção estas instruções, pois fornecem algumas respostas sobre o que esperar após a cirurgia.

O que esperar após Cirurgia Endoscópica Nasal

Sangramento: É esperado saída de secreção com um pouco de sangue pelas narinas nos primeiros 3-5 dias após a cirurgia sinusal, especialmente depois da lavagem nasal. Nos casos de sangramento mais intenso – saída de sangue vivo pelo nariz em grande quantidade e pela boca – o otorrinolaringologista deve ser avisado.

Dor: Você pode ter uma sensação de pressão na face e dor nos primeiros dias após a cirurgia. Isso pode ser controlado com analgésicos comuns. Você deve usar a medicação prescrita pelo seu médico.

Fadiga: Ccansaço na primeira semana após a cirurgia. Isso é normal e a maioria dos pacientes deve ficar afastada de suas atividades por uma semana. Cada paciente reage de uma maneira.

Congestão e secreção nasal: Você terá congestão nasal e secreção nas primeiras semanas após a cirurgia. A respiração pelo nariz deve voltar ao normal de 2-3 semanas após a cirurgia. Intensificar a lavagem nasal e entrar em contato com seu otorrinolaringologista.

Alimentação: Mais fria nos primeiros 2 dias. Depois, não há restrições em relação à temperatura e consistência.

Alta hospitalar: Caso não haja complicações e intercorrências, geralmente no dia seguinte à cirurgia.

Consultas pós-operatórias: Você terá um determinado número de consultas pós-operatórias, dependendo da cirurgia realizada e da cicatrização. Durante estas consultas, o nariz será limpo, removendo crostas e secreções.

O que EVITAR após Cirurgia Endoscópica dos Seios da Face e Nariz

  • Assoar o nariz;
  • Esforço físico;
  • Uso de Aspirina ou anti-inflamatórios não-esteroides (AINES): eles podem causar hemorragia e devem ser evitados 5 a 10 dias antes da cirurgia e durante 2 semanas após a cirurgia;
  • Spray corticoide nasal: o uso fica interrompido por pelo menos 2 semanas após a cirurgia para permitir que o revestimento do nariz e dos seios da face se complete. O seu médico irá dizer-lhe quando é seguro reiniciar este medicamento.

Instruções de cuidado no pós-operatório

Lavagem nasal com solução salina: pode ser realizada a cada 2-3 horas ou a seu critério.

Quando entrar em contato com seu médico

  • Febre acima de 38 graus após o 2º. dia da cirurgia;
  • Secreção nasal clara e constante após a primeira semana de cirurgia;
  • Súbitas mudanças visuais ou inchaço dos olhos;
  • Forte dor de cabeça;
  • Sangramento nasal persistente (constante).

Remoção de Adenoide

O que é adenoide?

Adenoide – Tecido (“carne esponjosa” ou “carne no nariz”) na parte de trás do nariz. Quando aumentado obstrui a passagem de ar que flui através do nariz.

Todos nós temos adenoide?

Sim. Entretanto, diferentemente das amígdalas, elas diminuem ou desaparecem na adolescência.

O que faz aumentar a adenóide?

As causas mais comuns são infecções de repetição e alergias.

Quais são os sintomas?

A criança pode roncar respirar de boca aberta, ter o sono agitado, o nariz entupido, secreção no nariz. A respiração oral pode causar alterações do crescimento da face, baixo peso, entre outros.

Pode afetar a audição?

Caso a adenoide seja suficientemente grande para obstruir a abertura das tubas auditivas, localizadas na área das adenoides, interferirá com a ventilação do ouvido médio podendo resultar em catarro no ouvido médio. Isso afetará a audição da criança.

Se a secreção não responder ao tratamento poderá haver a necessidade de cirurgia: retirada das adenoides e colocação de carretel na membrana do tímpano.

Como saber se a adenóide está aumentada?

  • Se a criança ronca, há chances de haver hipertrofia de adenoide;
  • A adenoides pode ser avaliada pela endoscopia nasal;
  • Através de uma radiografia de cavum (um raio-X de perfil da face da criança).

Será que meu filho vai precisar de cirurgia?

Isso depende da história de infecções de repetição – otites e sinusites, da dificuldade para respirar, apneia e o impacto sobre o estado geral da criança.

Como as adenóides são removidas?

As adenoides são removidas por instrumentos – cureta ou microdebridador – que são colocados através da boca, por trás do palato mole (céu da boca). Todo o procedimento é realizado por dentro da boca e não deixa cicatrizes.

Também será preciso retirar as amígdalas nesta mesma cirurgia?

Não necessariamente. Somente se elas estão contribuindo para a obstrução ou são cronicamente infectadas.

Se o meu filho precisar de carretel (tubo de ventilação), os dois procedimentos podem ser feitos juntos?

Sim.

Como será o pós-operatório?

Dor: geralmente o paciente não sente dor.

Sangramento: discreta eliminação de secreção nasal com raias de sangue pode ocorrer nas primeiras 24 horas. O médico deverá ser comunicado em caso de sangramento ativo (sangue vivo).

Náuseas e vômitos: durante a cirurgia o paciente pode engolir um pouco de sangue, causando irritação no estômago. O vômito pode ter o aspecto de borra de café.

Nariz entupido: a obstrução nasal pode acontecer por inchaço no local da cirurgia, pela formação de coágulos, secreção e restos de sangue nas narinas. É muito importante realizar a lavagem nasal conforme a orientação médica.

Alimentação: alimentação fria ou em temperatura ambiente.

As adenoides podem voltar a crescer (recidiva)?

Sim, mas a probabilidade é pequena.

Serviços

Consultas

Todos os planos de saúde podem ser atendidos com o fornecimento de recibo para reembolso. O paciente paga a consulta particular, recebe uma nota fiscal do valor pago, apresenta a nota para o convênio e solicita o reembolso. Consulte seu plano de saúde sobre os valores do reembolso.

Convênios

  • Omint

Em breve mais planos serão aceitos.

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